sábado, 28 de fevereiro de 2015

Mulherzinha sim e ai de quem disser que não!

Continuando nosso papo de mulherzinha do post passado...

Mulherzinha...a pior expressão para subjulgar uma mulher!

Houve um tempo que eu me incomodava com esse termo porque me sentia rebaixada por ele. O mestre Bernard Castilho, meu grande amigo e guru para assuntos mágicos/profissionais/úteis e inúteis, brincava muito comigo: "Mulher, você é muito séria, seja mais mulherzinha!" - eu ouvia isso junto com os apontamentos de um dos amigos do grupo, que sempre brincava comigo: "Mari, seja mulherzinha, seja mulherzinha!". Bom, como eles são homens, isso pode até soar engraçado para eles, mas para mim isso é assunto sério!

É difícil ser mulherzinha quando se tem uma viking interior, beberrona, fanfarrona que adora sair queimando vilas e soltando machadadas por aí. É,  eu não sou só flores, apesar de me dar bem com elas hihihi...
Só para vocês entenderem um pouquinho:
Eu sou leonina com ascendente em leão e uma senhora lua em escorpião. Virar uma pessoa calma e controlada interiormente levou alguns anos - duros anos - para aprender a lidar com essa zona toda.
Minha melhor representação nas cartas do tarot é a Rainha de espadas. Sempre fui muito mais racional, mas quando meus sentimentos brotavam era sempre de uma forma muito intensa e avassaladora. Logo, a minha mente lutava com muita força contra os meus sentimentos, o que me fazia ter atitudes confusas e nunca alcançar meus objetivos. E isso ainda é uma longa história que aos poucos vou contando pra vocês.

Ser mulher para mim sempre foi mais do que sofrer com as cólicas e a TPM. Cresci ouvindo que eu precisava ser uma mulher independente, mas ao mesmo tempo ser tatuada, beber cerveja, tingir o cabelo e ter uma vida sexualmente ativa, era algo errado. E nada disso fazia sentido para mim, tanto não fazia, que esses conselhos foram ignorados logo de cara. Continuo bebendo cerveja, tingindo o cabelo, sendo tatuada e com uma vida sexual bem ativa. Antes puta do que santa! Bebei Yo-ho!

Ser mulher era sinônimo de demonstrar sentimentos e fragilidade, o que para mim era como ser fraca. Ser fraca para mim era imperdoável. E ter sentimentos e se sentir frágil não é coisa de mulherzinha, é coisa de SER HUMANO!
Me aceitar como mulher foi um processo longo, mas principalmente respeitar o meu limite como mulher. Definitivamente eu não sou um homem (mesmo meu EU interior sendo um Viking barbudo. Acho que ele é gay ou só um pouco metrossexual, a armadura dele é da Prada e recentemente comprou um porta machados da Louis Vuitton) mas brincadeiras a parte, eu realmente não sou um homem, mas consigo entender exatamente a linha de raciocínio de um (o que as vezes é ó: uma bosta!).

Aos poucos eu comecei a entender os meus sentimentos, o meu corpo e meu estado de espírito. E esse despertar não aconteceu da noite para o dia.
Ser forte não significa ser homem e ser sentimental não significa ser fraca. Equilibrar os dois lados no nosso interior também faz parte do processo de auto descoberta.

Então, MULHERZINHA SIM!
E se não gostar vou ser mulherão!

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Um comentário:

Mandala disse...

Engraçado, mesmo eu sendo a Rainha de Copas, me identifiquei com você (será que é pela bebedeira de cerveja ou pela vida sexual ativa? Kkkk). Enfim, estou feliz por você ter voltado! Seu blog está nos meus favoritos há uns três anos e toda semana passo por aqui você postando ou não. Não desanime!